Ele vai voltar? O que o tarot mostra no lugar dessa resposta
O tarot não diz se ele vai voltar, porque essa decisão acontece dentro de outra pessoa e, na maioria das vezes em que a pergunta chega até mim, ainda está por ser tomada. O que a leitura mostra é o que você está esperando que volte junto com ele, e que parte da sua vida ficou parada segurando esse lugar. A pergunta trocada de endereço abre a mesa: em vez de ele vai voltar, o que eu estou esperando que volte comigo.
O tarot não diz se ele vai voltar. Ele mostra o que você está esperando que volte junto com ele, e essa parte tem resposta hoje.
Essa volta depende de uma decisão que acontece dentro de outra pessoa, e que, na maioria das vezes em que a pergunta chega até mim, ainda está por ser tomada. O que fica na mesa é a sua espera: o que exatamente voltaria junto com ele, e que parte da sua vida ficou parada segurando esse lugar vago.
Uma imagem antiga, não um telefone
As cartas formam um vocabulário de imagens: torres que caem, taças derramadas, gente de costas indo embora carregando o que deu para carregar. Quando uma delas cai na mesa, ela oferece uma metáfora, e a metáfora certa na hora certa dá nome ao que estava sem nome. Escrevi sobre esse movimento em o tarot não prevê, ele pergunta, e numa leitura sobre um ex é onde a diferença mais aperta.
Metáfora não é telefone. Ela não liga para a casa dele para perguntar o que ele pretende fazer em novembro. O que ela faz bem é desenhar o formato da sua espera: se você está esperando ele, ou esperando o alívio, ou esperando a confirmação de que você não errou.
É comum que alguém olhe o Oito de Copas, aquela figura que se afasta de costas deixando as taças arrumadas para trás, e diga em voz baixa: essa aí sou eu, não é ele. Quando isso acontece, a leitura muda de assunto e começa a valer.
Antes e depois: a pergunta trocada de endereço
Quando alguém traz o ele vai voltar, costumo propor uma troca antes de virar a primeira carta. A pergunta original tem um problema de endereço: ela é sobre alguém que não está na mesa. Reescrita, ela passa a ser sobre quem está.
Antes: ele vai voltar?
Depois: o que eu estou esperando que volte junto com ele?
Antes: ele ainda pensa em mim?
Depois: o que muda na minha semana se a resposta for sim?
Antes: vale a pena esperar?
Depois: o que eu estou deixando de fazer enquanto espero?
Parece pouca diferença, e não é. A primeira pergunta tem duas respostas possíveis, e as duas deixam você no mesmo lugar em que já estava. A segunda abre a mesa: para algumas pessoas o que quer voltar é o relacionamento, para outras é a rotina de domingo à tarde, e tem gente que descobre que quer de volta a própria versão de si mesma de quando estava acompanhada, que não depende dele para aparecer.
Acontece de a pessoa parar por alguns segundos na terceira troca, olhar as Duas de Espadas, aquela figura sentada de olhos vendados com duas lâminas cruzadas no peito, e dizer: eu não estou esperando ele, eu estou adiando uma decisão minha. Se você quiser treinar essa reescrita antes de qualquer tiragem, tem um passo a passo em como formular a pergunta para o tarot.
A carta que apontam como sinal de volta
O Seis de Copas mostra duas figuras pequenas num pátio, uma entregando à outra uma taça cheia de flores: é memória, infância, doçura guardada. Essa imagem aparece quando alguém volta e aparece igual quando a pessoa está morando na lembrança com a porta fechada. Mesma carta, duas cenas opostas.
O Julgamento, com as figuras se erguendo ao som de uma trombeta, costuma chegar com fama de reconciliação. No meu trabalho ele fala mais de um chamado que você escuta e responde: às vezes o chamado é a relação, às vezes é a sua própria vida pedindo que você volte para ela.
É comum que alguém veja o Seis de Copas e diga, já animada: pronto, é ele. Costumo perguntar de volta o que, naquela taça de flores, é a pessoa e o que é a época. As duas coisas costumam estar misturadas, e separar uma da outra muda bastante o que a leitura tem para oferecer.
Quando a pergunta chega como o que as cartas dizem sobre reconciliação, o que aparece na mesa costuma ser o desenho da espera, não a data do reencontro. Carta não tem legenda fixa: o sentido vem da posição em que ela caiu, da pergunta que foi feita e de quem está do outro lado da mesa.
O que aparece quando a pergunta muda
Aparece o que estava embaixo. Muita gente descobre no meio da tiragem que a saudade é de um período específico da relação, não da relação inteira. Para outras pessoas o que dói é ter sido escolhida por último, e a volta funcionaria como uma correção disso.
Acontece de a pessoa sentar certa de que quer reconciliação e sair da leitura com uma frase que ela mesma não esperava dizer em voz alta: eu não quero ele de volta, eu quero parar de me sentir assim. Isso não é derrota nem consolo: é informação, e costuma ser a primeira informação útil em semanas.
A carta não alcança a decisão dele. Ela alcança o que você está esperando dessa decisão.
Nada disso responde se ele vai voltar. O que muda é o seu amanhã de manhã: com quem você fala, o que você para de adiar, quantas vezes você confere o celular antes do café.
Tirar de novo amanhã, e outras perguntas que chegam junto
Se eu tirar outra vez, a resposta muda?
Muda, por um motivo simples: cada tiragem retrata o seu estado naquele momento, e o seu estado às onze da noite não é o mesmo das oito da manhã. Quando a mesma pergunta volta todo dia, com frequência ela deixou de ser pergunta e virou um jeito de administrar a ansiedade, parecido com abrir o aplicativo de novo só para ver o horário do último acesso.
É comum que alguém peça a mesma tiragem na terça e na quinta e diga, ao ver a Lua outra vez, aquele caminho entre duas torres com um caranguejo saindo da água: de novo essa. Costumo perguntar o que aconteceu entre uma e outra, e é aí que costuma sair a informação que interessa. Deixar algumas semanas entre uma leitura e a seguinte costuma render mais: dá tempo de a primeira assentar e de a vida trazer material novo.
Posso perguntar o que ele está sentindo?
Pode, e eu leio. Gosto só de deixar claro o que está sendo lido: a sua leitura dele, feita com o que você viveu, guardou e reparou sem perceber que reparava. Isso vale muito, porque boa parte do que a gente sabe sobre alguém fica num lugar sem palavra e só aparece quando encontra uma imagem.
O que sai da mesa é a sua percepção ganhando forma, e vale como sua percepção, não como fala dele. Falei disso com mais calma em o que ele sente por mim.
Qual leitura serve para quem está nesse momento
Para quem está no meio dessa espera eu costumo indicar a Meu Coração, 7 cartas por R$57, que olha para o que está vivo em você agora: o que ficou pendurado, o que já passou de verdade e o que você segura com medo de soltar.
Se o que pesa é a dificuldade de se abrir de novo depois dessa história, a Coração Aberto, por R$57, trabalha esse ponto. Se a sua pergunta já é sobre o próximo vínculo e sobre que tipo de companhia combina com você, o caminho é a Par Ideal, por R$67. E se você prefere conversar em vez de receber um texto, dá para marcar 30 minutos pelo WhatsApp, por R$157, com espaço para ir e voltar na pergunta.
O nome da tiragem é só um rótulo. Escolher pela frase que descreve o que você está vivendo agora costuma funcionar melhor do que escolher pelo desfecho que você gostaria de ler. É comum ouvir, no fim de uma consulta assim: eu vim perguntar dele e passei meia hora falando de mim.
A resposta sobre a volta dele chega por conta própria, com carta ou sem carta, e provavelmente num dia comum. O que dá para olhar hoje é outra coisa: o que, em você, está parado esperando essa volta, e o que aí dentro já pode ser regado sem ela?
Perguntas frequentes
O tarot pode dizer se meu ex vai voltar?
Não. Essa volta depende de uma decisão que acontece dentro de outra pessoa e que, com frequência, ainda está por ser tomada. O que a leitura mostra é o que você está esperando que volte junto com ele, e o que na sua vida ficou parado segurando esse lugar.
Existe uma carta que significa volta ou reconciliação?
As cartas apontadas como sinal de volta, o Seis de Copas e o Julgamento, aparecem tanto em reencontros quanto em despedidas. O sentido vem da posição em que a carta caiu, da pergunta que foi feita e de quem está do outro lado da mesa, não de uma tabela pronta.
Se eu tirar de novo amanhã, a resposta muda?
Muda, porque cada tiragem retrata o seu estado naquele momento. Quando a mesma pergunta volta todo dia, com frequência é a ansiedade procurando alívio. Deixar algumas semanas entre uma leitura e a seguinte costuma render mais, porque a primeira assenta e a vida traz material novo.
Posso perguntar sobre o que a outra pessoa está sentindo?
Pode, e eu leio. O que sai da mesa é a sua leitura dessa pessoa, feita com o que você viveu e guardou, ganhando forma em imagem. Isso vale muito para entender o seu vínculo, e vale como sua percepção, não como fala dela.
Qual leitura serve para quem está nesse momento?
A Meu Coração, 7 cartas por R$57, é a que costumo indicar para quem está no meio dessa espera. Se o assunto for se abrir de novo, a Coração Aberto, por R$57. Se já for sobre o próximo vínculo, a Par Ideal, por R$67. Para conversar em tempo real, 30 minutos pelo WhatsApp por R$157.