O Tarot não prevê: ele pergunta
O tarot não prevê o futuro. Ele oferece uma imagem antiga para nomear o que já está acontecendo em você. É por isso que, na consulta, troco a pergunta "o que vai acontecer?" por "o que em mim está acontecendo?".
Quando alguém se senta diante das cartas esperando uma previsão, costumo propor uma troca: em vez de perguntar "o que vai acontecer?", experimentar "o que em mim está acontecendo?".
Um espelho, não uma bola de cristal
As setenta e oito cartas do Tarot formam um vocabulário de imagens antigas, quedas, torres, luas, encontros. Quando uma delas aparece na mesa, ela não anuncia um destino: ela oferece uma metáfora. E a metáfora certa, na hora certa, tem o poder de nomear algo que estava sem nome.
Onde entra a psicanálise
A escuta psicanalítica ensina que aquilo que dizemos "sem querer" costuma dizer muito. Na consulta, presto atenção tanto às cartas quanto ao modo como cada pessoa as lê: o que salta aos olhos, o que incomoda, o que se evita olhar. É nesse cruzamento que a leitura acontece.
O Tarot, assim, deixa de ser adivinhação e vira um convite: parar, olhar para dentro e escutar o que já se sabia, só que ainda não em palavras.
Perguntas frequentes
O tarot prevê o futuro?
Não. Ele mostra o que está em jogo agora, e o futuro segue dependendo do que você faz com isso.
Preciso acreditar em tarot para a consulta funcionar?
Não precisa. A leitura funciona como uma conversa guiada por imagens, e a sua descrença cabe nela sem problema.
Tarot substitui terapia?
Não substitui. Tarot não é psicoterapia nem acompanhamento médico, e eu digo isso na consulta quando o assunto pede.