Tarot é pecado? A resposta pertence à sua fé

· 7 min de leitura · por Rafael · Espiritualidade

A pergunta sobre pecado pertence à sua fé, e essa resposta é sua. O que eu posso colocar na sua mão é a descrição da consulta: você traz uma pergunta viva, eu abro as cartas na mesa, descrevo as imagens e devolvo perguntas sobre a sua situação. A leitura é uma ferramenta simbólica para reconhecer o que já está acontecendo e expandir a visão de um assunto apertado. A minha crença fica fora da mesa e a sua continua sendo sua. Se a sua fé disser que não, respeite a sua fé e não venha.

Tarot é pecado? A resposta pertence à sua fé

Essa pergunta chega quase toda semana no meu privado, e ela não é minha para responder: o que a sua fé permite é assunto seu e de quem te orienta nela. O que eu posso colocar na sua mão é a descrição do que acontece na minha consulta, com detalhe suficiente para você decidir.

A leitura é uma ferramenta simbólica. Você traz uma pergunta viva, eu abro cartas na mesa, descrevo as imagens que aparecem e devolvo perguntas sobre a sua situação. O que ela entrega é reconhecimento: você olha uma imagem antiga e nomeia o que já está acontecendo, com mais espaço em volta de um assunto que estava apertado.

O que acontece na mesa

É comum que alguém abra a conversa meio sem jeito e diga, antes de contar o assunto: eu não sei nem se eu posso estar fazendo isso. Costumo responder que dá para começar pelo assunto, e o assunto costuma ser bem terreno: uma decisão de trabalho, uma relação que travou, uma conversa que está sendo adiada há meses.

Aí as cartas entram como imagem. Quando O Eremita aparece numa tiragem, um velho parado no escuro, capuz baixo, com uma lanterna na altura da cintura que ilumina pouco mais que o próximo passo, raramente falo em solidão. Costumo perguntar o que, naquela situação, você está tentando enxergar sozinho com pouca luz. Essa troca de pergunta é o miolo do trabalho, e eu escrevi sobre ela aqui.

Na consulta ao vivo são 30 minutos pelo WhatsApp, com você do outro lado no mesmo instante, podendo discordar da imagem que eu descrevi e pedir para voltar numa carta. Meia hora rende bem quando você já chega sabendo qual é o assunto. O que costuma ficar ressoando nos dias seguintes é uma frase que você mesmo disse em voz alta.

A leitura não decide por você: ela devolve a sua situação em imagem, com mais espaço em volta.

Quando a culpa chega antes da pergunta

É comum que alguém veja O Diabo na mesa e diga, num tom de quem já esperava: viu, eu não devia ter vindo. A carta é uma figura cornuda em cima de um pedestal, com duas pessoas acorrentadas embaixo, e as correntes no pescoço delas são largas o bastante para sair pela cabeça. Costumo perguntar o que, naquele assunto, prende de verdade e o que prende por costume.

A culpa que chega antes da leitura costuma estar falando de outra coisa: de uma conversa que ainda não aconteceu com alguém da sua casa, ou com você. Se o que ficar ressoando nos dias seguintes for a culpa de ter vindo, sobra pouco espaço para a sua pergunta, que era o motivo de você estar ali.

Tem gente que chega dizendo que foi criada ouvindo que isso é errado e que a curiosidade voltou depois de um baque. Costumo perguntar o que mudou de lá para cá, e é comum que a resposta não tenha relação com carta alguma: tem a ver com uma decisão que está parada, esperando alguém tomar.

A minha crença fica fora da mesa

É comum que a pessoa do outro lado tenha uma fé bem diferente da minha, e que ela escreva antes de agendar: eu sou cristã, isso é um problema? Não é. O que entra na consulta é a sua pergunta e as imagens das cartas, e a sua fé continua sendo sua, dentro e fora da leitura.

Quando O Papa aparece numa tiragem, a figura sentada entre duas colunas com duas pessoas ajoelhadas na frente, raramente falo em religião. Costumo perguntar de quem é a voz que você consulta antes de decidir, e há quanto tempo você não discorda dela. Para algumas pessoas essa é a pergunta mais desconfortável da meia hora.

Presto atenção tanto às cartas quanto ao modo como cada pessoa as lê. A escuta ensina que aquilo que a gente diz sem querer costuma dizer muito, e é comum que a frase que escapa no meio da leitura seja a mais importante do dia. Falei mais sobre esse jeito de escutar em tarot e psicanálise.

Dá para vir em dúvida

Muita gente chega à primeira consulta sem saber o que esperar, e isso é ótimo. Não precisa acreditar em nada para sentar na mesa, e a sua desconfiança cabe na leitura sem problema. Você pode sair de uma leitura discordando de mim e ainda assim ter levado alguma coisa. Acontece bastante.

Quando A Lua aparece, com o caminho estreito subindo entre duas torres e um bicho saindo da água, raramente falo em confusão. Costumo perguntar o que, naquele assunto, você enxerga melhor no escuro do que na hora da conversa. É comum que a resposta venha em voz baixa e depois de uma pausa: eu já sabia, só não tinha falado em voz alta.

Se a sua dúvida é menos sobre a carta e mais sobre com quem você vai falar, tem um texto sobre isso em tarot online é confiável, com o que dá para conferir antes de pagar qualquer coisa.

A decisão volta para você

Tem gente que sai dessa dúvida conversando com quem a orienta na fé e volta em paz para marcar. Tem gente que conversa e decide que não é para ela, e isso também é uma resposta inteira. As duas coisas acontecem com frequência, e as duas são decisões suas.

Quando A Justiça aparece numa tiragem, sentada de frente, espada erguida em uma das mãos e balança parada na outra, raramente falo em certo e errado. Costumo perguntar quem você quer que assine essa decisão junto com você, e é comum que a pessoa responda meio sem graça: eu, né? Só que eu queria alguém dizendo que pode.

A leitura não entrega essa autorização, e é aí que ela costuma render mais. Você sai com o assunto organizado, com o que estava sem nome nomeado, e com a escolha ainda na sua mão.

Se a dúvida continuar

Comece pelo menor formato. A leitura escrita de 1 pergunta custa R$57 e chega em áudios e fotos das cartas no WhatsApp, em até 24 horas, sem marcar horário. É comum que a pessoa leia três vezes e escreva depois: na terceira eu entendi qual era o assunto de verdade. A consulta ao vivo de 30 minutos, por R$157, é a menor porta em que dá para perguntar de volta enquanto a leitura acontece.

Se a sua fé disser que não, respeite a sua fé e não venha. Se ela disser que cabe, fica a outra pergunta: o que, em você, está pedindo para ser olhado agora?


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Perguntas frequentes

O que a Bíblia fala sobre tarot?

Essa leitura pertence à sua tradição, e eu não interpreto texto sagrado. Quem te orienta na sua fé responde isso com muito mais propriedade do que eu. O que eu descrevo é o que acontece na minha consulta: uma pergunta sua, cartas abertas na mesa, as imagens descritas em voz alta e perguntas devolvidas sobre a sua situação. Com essa descrição na mão, a decisão fica com você.

Dá para consultar tarot sendo cristão?

Quem decide isso é você, com a sua fé. É comum que a pessoa do outro lado tenha uma crença bem diferente da minha, e o assunto da leitura continua sendo a situação dela. Uma coisa que costumo dizer: se a consulta for deixar culpa nos dias seguintes, o que fica ressoando é a culpa, e aí a leitura rende pouco para você.

Tarot tem religião?

As imagens das cartas vêm de uma tradição antiga de figuras, e o que eu faço com elas é descrição e pergunta. A minha crença fica fora da mesa e a sua continua sendo sua, dentro e fora da consulta. A leitura não pede que você declare fé em coisa alguma para acontecer.

Se eu ficar em dúvida, o que você recomenda?

Comece pelo menor formato: a leitura escrita de 1 pergunta, R$57, que chega em áudios e fotos das cartas no WhatsApp em até 24 horas, sem marcar horário. Se a dúvida for sobre a sua fé, converse antes com quem te orienta nela. E se, depois disso, a resposta ainda for não, respeite a sua fé.

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