Devo mudar de emprego? O que o tarot mostra quando você já decidiu
A carta não diz se você vai ser demitido nem se a vaga nova é boa. Ela costuma mostrar outra coisa: o quanto da decisão já foi tomada dentro de você, e o que ainda espera autorização para virar palavra. Quem está mesmo em dúvida pergunta como decidir. Quem já decidiu pergunta se deve, ou se seria errado. Trocar a pergunta por o que me segura aqui costuma render bem mais, e a leitura ajuda a separar cansaço de desencaixe. Para o quadro inteiro, o Balanço Profissional custa R$57 e chega sem marcar horário.
A carta não diz se você vai ser demitido nem se a vaga nova é boa. Ela costuma mostrar outra coisa: o quanto dessa decisão já foi tomada dentro de você, e o que ainda está esperando autorização para virar palavra.
Quando a pergunta chega assim, devo sair ou devo ficar, com frequência ela já vem carregada. Trocar por outra costuma render bem mais: o que me segura aqui? A primeira olha para a porta. A segunda olha para o chão em que você está pisando hoje, que é o único lugar de onde dá para sair.
A pergunta já vem com a resposta dentro
É comum que alguém olhe o Oito de Copas, a figura que caminha para longe de copos ainda inteiros, e diga, num tom quase de desculpa: então eu já fui embora faz tempo. A carta não anunciou a saída: ela deu imagem a uma coisa que a pessoa vinha adiando dizer em voz alta.
Presto atenção também no verbo. Quem está mesmo em dúvida costuma perguntar como decidir. Quem já decidiu costuma perguntar se deve, ou se seria errado. É uma diferença pequena na frase e grande na mesa, e ela aparece antes de a primeira carta virar. Se você quiser afinar isso antes de marcar alguma leitura, escrevi sobre como formular a pergunta para o tarot.
Procurar autorização não é fraqueza. Pedir demissão mexe com aluguel, com plano de saúde, com o que a sua família vai achar e com a ideia que você faz de si mesma desde os vinte anos. É pesado carregar isso sozinho, e é comum que a pessoa queira dividir o peso antes de assinar qualquer papel.
O que a leitura faz nesse ponto é dar nome. As cartas oferecem imagens antigas para uma coisa que vinha girando na sua cabeça sem palavra, e o que estava embolado costuma virar duas ou três frases que você consegue repetir para si mesma no dia seguinte.
Perguntar o que me segura aqui costuma render mais do que perguntar se eu devo sair.
O que segura você aí
Três coisas costumam aparecer quando o assunto é sair ou ficar. Elas não vêm em ordem e não funcionam como teste: são portas, e às vezes só uma delas abre.
O que você já tentou mudar por dentro
É comum ver alguém parar diante do Dois de Espadas, a figura de olhos vendados segurando duas lâminas em equilíbrio, e dizer: pensando bem, eu ainda não falei sobre isso lá dentro. Às vezes o que falta é uma conversa que ainda não aconteceu. Às vezes ela já aconteceu três vezes, e a resposta voltou igual nas três.
E se o dinheiro parasse de ser o assunto
Tem gente que imagina o salário dobrado e percebe que ficaria tranquila mais um ano. Para outras pessoas a resposta chega rápida e sem charme: o dinheiro melhoraria a semana e não mudaria a segunda-feira de manhã. É uma pergunta simples de fazer sozinho, no ônibus, sem carta alguma na mesa.
Você está indo em direção a algo, ou saindo de alguma coisa
Quando o Louco aparece numa tiragem de trabalho, aquele andarilho com a trouxa no ombro e o pé perto da borda, raramente falo em coragem. Prefiro perguntar o que está dentro da trouxa: o que você leva junto se sair daí. Trocar de endereço muda o crachá, e a bagagem costuma chegar junto no primeiro dia.
Cansaço e desencaixe se parecem, e não são a mesma coisa
O cansaço costuma ter alvo: um projeto, uma pessoa, um mês fechando. Ele melhora com folga, mesmo que só um pouco, e volta a apertar quando a folga acaba. O desencaixe é mais difuso: mexe com quem você é ali dentro, com o que você aceita responder por, com o tamanho que o seu nome tem naquela sala.
É comum que alguém veja o Quatro de Espadas, a figura deitada em repouso dentro de uma capela silenciosa, e diga: eu só queria dormir uma semana inteira. Aí a leitura costuma virar para outro lado: o que, em você, vem sendo gasto além do horário combinado.
Quando o clima da sala entra na conta
Parte das dúvidas sobre sair não é sobre a função: é sobre o que acontece no corredor. Comentário atravessado, trabalho que muda de dono na hora da apresentação, convite de reunião que chega com atraso. Escrevi sobre isso em inveja no trabalho, e o eixo de lá é o mesmo daqui: em vez de afirmar que existe algo montado contra você, olhar se aquilo tem poder sobre você, e o que em você já tem força para enfrentar.
É comum que alguém veja o Cinco de Espadas, a figura que recolhe as armas enquanto duas silhuetas se afastam pela praia, e diga, meio sem graça: eu ganhei a discussão e perdi a semana.
Perguntar sobre uma vaga específica
Dá para perguntar sobre uma vaga concreta, e o proveito costuma ser maior quando a pergunta muda de lugar. Em vez de perguntar se você vai passar, experimentar: o que essa vaga pede de mim, e o que eu deixo para trás se disser sim?
É comum que alguém veja o Cavaleiro de Ouros, o cavalo parado com as quatro patas no chão e a moeda erguida na mão, e diga: então é mais do mesmo com salário melhor. A carta não avaliou a empresa: ela devolveu para a pessoa uma coisa que ela já tinha percebido na entrevista e preferia não ter percebido.
Nessas horas a tiragem costuma falar de você e do seu momento, e não do escritório que está do outro lado. O que está em jogo na mesa é o que você faz com a informação que já tem.
O que fica depois da leitura
O efeito de uma leitura raramente termina quando a chamada acaba. Com frequência a pessoa manda mensagem dias depois contando que teve a conversa que vinha adiando, ou que percebeu que o incômodo tinha endereço, hora e nome, e não era a empresa inteira.
Também acontece de a leitura organizar a permanência. Tem gente que sai da mesa decidida a ficar mais seis meses, com uma lista curta do que precisa mudar nesse tempo e do que faz a conta virar se continuar igual. Ficar por escolha é diferente de ficar por inércia, e a diferença aparece já na segunda-feira seguinte.
Qual leitura serve para decisão de carreira
Muita gente chega a uma leitura de trabalho sem saber o que esperar, e isso é ótimo. Não precisa acreditar em nada para sentar e olhar as cartas: a sua descrença cabe na leitura sem atrapalhar o que a imagem tem para mostrar. O nome da tiragem é só um rótulo, então escolha pela frase que descreve o que você está vivendo agora.
Balanço profissional: para quando o assunto é sair ou ficar e você quer o quadro inteiro antes de mexer em alguma coisa. Custa R$57 e chega sem precisar marcar horário.
Caminho profissional: para quando a dúvida é de direção e não de empresa, quando o incômodo continuaria parecido em outro escritório com a mesma função.
Escadaria: para quando a saída já está resolvida por dentro e o que falta é olhar o degrau seguinte, um de cada vez, no lugar do salto inteiro.
Vaga aberta: para quando existe uma vaga concreta em cima da mesa e você quer olhar o que ela pede de você.
Se você preferir perguntar de volta enquanto a leitura acontece, a consulta de 30 minutos pelo WhatsApp custa R$157 e dá para escolher o horário em agendar. Meia hora rende bem quando você já chega sabendo qual é o assunto.
Você pode sair de uma leitura discordando de mim e ainda assim ter levado alguma coisa. Acontece bastante, e o que costuma ficar ressoando nos dias seguintes é a pergunta, não a carta. O que, em você, já sabe a resposta e está esperando alguém dizer que pode?
Perguntas frequentes
O tarot pode dizer se eu vou ser demitido?
A carta não dá data nem decide pela cabeça de outra pessoa. O que costuma aparecer numa tiragem sobre isso é o seu lugar ali dentro: o que você vem percebendo no ar, o que já mudou no seu domingo à noite e o que dá para preparar agora, com calma, em vez de esperar a notícia.
Qual carta indica mudança de trabalho?
No meu trabalho a mudança raramente mora numa carta só. O Oito de Copas costuma aparecer quando a pessoa já saiu por dentro, e o Louco quando o passo ainda está no ar, mas o sentido muda conforme a pergunta e a posição em que a carta caiu.
Dá para perguntar sobre uma vaga específica?
Dá, e costuma render mais quando a pergunta sai do resultado e vai para você: o que essa vaga pede de mim, e o que eu deixo para trás se disser sim. A leitura fala do seu momento, não do processo seletivo da outra empresa.
Como saber se é hora de sair ou se é só cansaço?
O cansaço costuma ter alvo e melhora com folga. O desencaixe é mais difuso e mexe com quem você é ali dentro. Se o peso já está no sono e no corpo, tarot não substitui psicoterapia nem médico, e é por aí que eu começaria.
Qual leitura serve para decisão de carreira?
O Balanço Profissional dá o quadro inteiro por R$57, sem marcar horário. Se a dúvida é de direção, o Caminho Profissional cabe melhor. E se você quer perguntar de volta enquanto a leitura acontece, a consulta de 30 minutos pelo WhatsApp custa R$157.